terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Hoje
Through the pores of my virtual fabric of existance, Light infiltrates and uploads my levels of existance.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Canários...
Hoje estou como um canário cheio de sustidão. E que significa este neologismo; sustidão? Somente um daqueles dias em que se está em parte incerta em que a alma deambula um pouco por todo o lado, em que não se está cansado nem eufórico, nem alegre nem triste. Um dia em que apetece ir mas que dá trabalho pensar sequer em meter um pé na rua, mas em que se desejaria estalar dois dedos e ir parar às Fidgi. Digamos que o suspiro tradicional é a sintese deste novo signo, que é meu, meuzinho e que não existe em mais nenhum lugar senão em mim. GIRO: estou a ter um ataque de lucidez egocêntrica. E isso é bom.
sábado, 9 de agosto de 2008
A tortura da Dieta
Há centenas de livros, programas, revistas, sites sobre a Obesidade Global e a necessidade de se perder peso. Não se pode ser gordo porque já se viu que isso não resulta nos Estados Unidos e aquilo que os Estados Unidos aconselham é para se fazer ou então corre-se o risco de sermos dissidentes dos bons costumes que promovem o declínio da sociedade americana... Pergunto-me: é mesmo só por causa da saúde que se deve perder peso ou porque se aproxima uma catastrófica escassez de alimentos e as pessoas, enquanto é tempo, têm de ser persuadidas a comer menos agora para não entrarem em pânico generalizado depois? porque as clínicas de estética têm de subsistir? porque a indústria farmacêutica e as Para farmácias, ervanárias medicina tradicional e alternativa precisam de manter a sua boa saúde económica? será que sou tão importante? será que o mundo se preocupa mesmo com a minha aparência ou só com aquilo que eu posso dispender diária ou mensalmente para, na ilusão de que vou ser mais feliz se perder muito peso, não deixar emagrecer as contas bancárias dos fazedores da boa aparência exterior?
Houve uma altura em que me diziam para comer mais porque estava feia de tão magra. Nessa altura - a da quase transparência - não encontrei um princípe encantado, a TV não me convidou para nenhum casting, não apareci em nenhuma capa de revista e os meus valores continuaram a não ser entendidos ou respeitados...
Fico super assustada ao intuir que esta publicidade paranoíca à obesidade esconde objectivos menos louváveis, como por exemplo criar notícias que entretenham o público na época das férias, ou então estão a tentar ver se conseguem controlar as massas dando a ilusão de que alguém se preocupa com a obesidade dos outros e mais tarde ou mais cedo iniciam novas campanhas que condicionam cada vez mais os comportamentos fazendo com que não passemos de carneiros consumistas que compram, agem, sentem e pensam como lhes é ordenado.
Bora comprar casas malta, o país precisa de dar emprego aos imigrantes que trabalham na construção cívil.
Bora comprar telemóveis malta, já viram que os bons, belos e ricos têm todos telemóveis topo de gama (claro que os do jet set os recebem à borla para fazerem publicidade às marcas!), bora ir aos concertos malta, jovem que é jovem emborca cerveja e arranja dinheiro para os concertos pop, rock, pimba e, se necessário for de música clássica, bora lá, que o que importa é ver e ser visto, de que precisam jovens? de emoções - nós arranjamos, de irreverência?, nós ensinamos, de estudar sem se chatearem? bora, curtam agora, chateiem professores e pais e vão para as novas oportunidades depois, tudo isto é actual é ser saudável e já agora comam pouco para que o dinheirito vos sobre para consumirem o que se produz nesta sociedade de consumo. Bora bóbis, carneirinhos, abriram novos ginásios, é um novo tipo de investimento, bora prós ginásios para os senhores investidores manterem as impresas em funcionamento...
ALERTA À NAVEGAÇÃO:
As clínicas de estética estão aqui para fazer dinheiro e não para ajudar os consumidores de comida que engorda porque não há dinheiro para comer produtos saudáveis e macrobióticos ou outros que tal a preços acessiveis e os médicos receitam medicamentos a que só a classe média alta e alta são capazes de aceder, por exemplo.
Estou com sede vou beber uma garrafita de água com fibras e sabor a citrinos ou comer um iogurte milagroso. Ao jantar fecho a boca logo a seguir a uma sopinha. Segundo o que me disseram é a única dieta que resulta.
Houve uma altura em que me diziam para comer mais porque estava feia de tão magra. Nessa altura - a da quase transparência - não encontrei um princípe encantado, a TV não me convidou para nenhum casting, não apareci em nenhuma capa de revista e os meus valores continuaram a não ser entendidos ou respeitados...
Fico super assustada ao intuir que esta publicidade paranoíca à obesidade esconde objectivos menos louváveis, como por exemplo criar notícias que entretenham o público na época das férias, ou então estão a tentar ver se conseguem controlar as massas dando a ilusão de que alguém se preocupa com a obesidade dos outros e mais tarde ou mais cedo iniciam novas campanhas que condicionam cada vez mais os comportamentos fazendo com que não passemos de carneiros consumistas que compram, agem, sentem e pensam como lhes é ordenado.
Bora comprar casas malta, o país precisa de dar emprego aos imigrantes que trabalham na construção cívil.
Bora comprar telemóveis malta, já viram que os bons, belos e ricos têm todos telemóveis topo de gama (claro que os do jet set os recebem à borla para fazerem publicidade às marcas!), bora ir aos concertos malta, jovem que é jovem emborca cerveja e arranja dinheiro para os concertos pop, rock, pimba e, se necessário for de música clássica, bora lá, que o que importa é ver e ser visto, de que precisam jovens? de emoções - nós arranjamos, de irreverência?, nós ensinamos, de estudar sem se chatearem? bora, curtam agora, chateiem professores e pais e vão para as novas oportunidades depois, tudo isto é actual é ser saudável e já agora comam pouco para que o dinheirito vos sobre para consumirem o que se produz nesta sociedade de consumo. Bora bóbis, carneirinhos, abriram novos ginásios, é um novo tipo de investimento, bora prós ginásios para os senhores investidores manterem as impresas em funcionamento...
ALERTA À NAVEGAÇÃO:
As clínicas de estética estão aqui para fazer dinheiro e não para ajudar os consumidores de comida que engorda porque não há dinheiro para comer produtos saudáveis e macrobióticos ou outros que tal a preços acessiveis e os médicos receitam medicamentos a que só a classe média alta e alta são capazes de aceder, por exemplo.
Estou com sede vou beber uma garrafita de água com fibras e sabor a citrinos ou comer um iogurte milagroso. Ao jantar fecho a boca logo a seguir a uma sopinha. Segundo o que me disseram é a única dieta que resulta.
Hoje, Deus convidou-nos para almoçar
Subiamos a rua do cinema velho, a minha filha e eu conversando sobre o que iriamos almoçar e onde. Aproximamo-nos da porta da pizzaria, ou melhor a minha filha aproximou-se e vi-a cumprimentar com um olá rasgado e risonho alguém que estava na pizzaria. Aproximei-me também, curiosa e vi o Prior da Igreja de Oeiras - padre Fenando Martins - que estava acompanhado pela Ana Maria a catequista que me tinha preparado para o Crisma que recebi o ano passado. Da sua mesa, o Prior acenou-nos e insistiu para que entrassemos. Logo, ficou resolvido o dilema que se nos pusera ácerca do sítio ideal para almoçar. Entrámos, cumprimentámos e fomos cumprimentadas efusivamente, sentámo-nos e almoçamos em excelente companhia. Quando acabámos e nos dispunhamos a pagar a nossa refeição fomos dissuadidas de o fazer, o padre Fernando Martins insistiu em pagar-nos o almoço. Eramos suas convidadas e o sorriso bondoso com que insistiu calou qualquer constrangimento da nossa parte. Mais tarde, reflecti sobre o sucedido e, de facto, tive de concluir que Deus na pessoa do seu vigário nos convidara para almoçar. Assim, preto no branco, sem simbologias, there and then. Em retrospectiva concluí que, afinal, desde que me conheço, este convite esteve presente todos os dias da minha vida pois fui sempre abençoada com protecção abundante. O padre Fernando Martins foi apenas um instrumento que tornou visível a protecção que sempre nos rodeou. Esperar o inesperado, neste caso, fez-me relembrar a parábola dos lírios do campo... E pronto, conclua-se: abençoados os convidados para a ceia (leia-se almoço) do Senhor. Há dias assim, em que até o ar que se respira nos alimenta a alma.
domingo, 29 de junho de 2008
Hoje, segui por aqui
O difícil é começar, mas a decisão foi tomada.
Este pode ser um atalho, uma auto-estrada, um túnel, um mar inexplorado que se navega para se chegar ao âmago de nós próprios. Na incerteza, a pausa. Por hoje chega. A primeira página aconteceu. Mais vale tarde que nunca.
Este pode ser um atalho, uma auto-estrada, um túnel, um mar inexplorado que se navega para se chegar ao âmago de nós próprios. Na incerteza, a pausa. Por hoje chega. A primeira página aconteceu. Mais vale tarde que nunca.
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